quarta-feira, 8 de maio de 2013

Linguagem


O que é linguagem? 

É o uso da língua como forma de expressão e comunicação entre as pessoas. Agora, a linguagem não é somente um conjunto de palavras faladas ou escritas, mas também de gestos e imagens. Afinal, não nos comunicamos apenas pela fala ou escrita, não é verdade?

Então, a linguagem pode ser verbalizada, e daí vem a analogia ao verbo. Você já tentou se pronunciar sem utilizar o verbo? Se não, tente, e verá que é impossível se ter algo fundamentado e coerente! Assim, a linguagem verbal é que se utiliza de palavras quando se fala ou quando se escreve.

A linguagem pode ser não verbal, ao contrário da verbal, não se utiliza do vocábulo, das palavras para se comunicar. O objetivo, neste caso, não é de expor verbalmente o que se quer dizer ou o que se está pensando, mas se utilizar de outros meios comunicativos, como: placas, figuras, gestos, objetos, cores, ou seja, dos signos visuais.

Vejamos: 
Um texto narrativo, uma carta, o diálogo, uma entrevista, uma reportagem no jornal escrito ou televisionado, um bilhete? Linguagem verbal.

O semáforo, o apito do juiz numa partida de futebol, o cartão vermelho, o cartão amarelo, uma dança, o aviso de “não fume” ou de “silêncio”, o bocejo, a identificação de “feminino” e “masculino” através de figuras na porta do banheiro, as placas de trânsito? Linguagem não verbal.

A linguagem pode ser ainda verbal e não verbal ao mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e anúncios publicitários.

Observe alguns exemplos:
http://www.brasilescola.com/upload/e/cartao%20vermelho.jpgCartão vermelho – denúncia de falta grave no futebol.

http://www.brasilescola.com/upload/e/proibido%20bicicleta(2).jpg Placas de trânsito – à frente “proibido andar de bicicleta”, atrás “quebra-molas”.

http://www.brasilescola.com/upload/e/placa%20masculino.jpg  Símbolo que se coloca na porta para indicar “sanitário masculino”.

http://www.brasilescola.com/upload/e/silencio.jpgImagem indicativa de “silêncio”.

http://www.brasilescola.com/upload/e/semaforo.jpg  Semáforo com sinal amarelo advertindo “atenção”. 



Bruna, Greici, Jordana e Paola

quinta-feira, 2 de maio de 2013

DIREITO DAS CRIANÇAS - ECA


Olá meninas da sétima fase de Pedagogia da FURB, Profª Lilian e visitantes!!!

A postagem dessa semana é feita pelo grupo 1, que é composto pelas acadêmicas Fernanda Zuchi Adriano, Joana Caglioni, Lelaine Luzia Reinert e Priscila Seibt. 
O tema proposto para a nossa postagem dessa semana são os direitos da criança.

Então, vamos falar um pouco sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente  que é conhecido pela sociedade brasileira por ECA. A Lei que deu vida ao ECA é de Nº 8.069, de 13 de julho de 1990 e esta foi sancionada pelo ex-Presidente do Brasil Fernando Collor de Mello.

  O ECA é  uma lei, fruto da luta de movimentos sociais, profissionais e de pessoas preocupadas com as condições e os direitos infanto-juvenis no Brasil.   Foi especialmente criado para revelar os direitos e os deveres das crianças e dos adolescentes e também há neste estatuto os direitos e deveres dos adultos.

O art. 3° do ECA assegura-lhes a proteção integral que se traduz em todas as oportunidades e facilidades "a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade" .


    O ECA garante que todas as crianças e adolescentes, independentemente de cor, etnia ou classe social, sejam tratados como pessoas que precisam de atenção, proteção e cuidados especiais para se desenvolverem e serem adultos saudáveis.



    Antes do surgimento do ECA, existia apenas o Código de Menores (uma lei de 1979), uma lei voltada apenas para os menores de 18 anos, pobres, abandonados, carentes ou infratores.

    Vale a pena lembrar ainda que o ECA respeita as demais leis internacionais que mencionam os direitos das crianças e dos adolescentes, como: a Declaração dos Direitos da Criança (Resolução 1.386 da ONU - 20 de novembro de 1959); as regras mínimas das Nações Unidas para administração da Justiça da Infância e da Juventude - Regras de Beijing (Resolução 40/33 - ONU - 29 de novembro de 1985); as Diretrizes das Nações Unidas para prevenção da Delinquência Juvenil - diretrizes de Riad (ONU - 1º de março de 1988 - RIAD) entre outros.

O ECA coloca o Brasil em posição de destaque entre os demais países do mundo por ser considerado uma das leis mais avançadas na defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes.



Vídeo educativo sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente produzido pelo Centro Integrado de Aprendizagem em Rede da Universidade Federal de Goiás para os cursos de Especialização em Educação para a Diversidade e Cidadania e de Extensão Estatuto da criança e do adolescente.(
enviado em 14/06/2011 para o youtube)






 Para trabalhar com as crianças, recomendamos o gibi da Turma da Mônica, disponível em : http://www.unicef.org/brazil/pt/monica_estatuto.pdf



Abraços! 

 Grupo 1: Fernanda Zuchi Adriano, Joana Caglioni, Lelaine Luzia Reinert e Priscila Seibt




quarta-feira, 1 de maio de 2013

ARTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL




  No post de hoje aproveitaremos a aula que tivemos em sala, na qual,
confeccionamos uma bailarina com materiais simples e fáceis de
encontrarmos. Faremos o passo-a-passo e mostraremos um pouco do artista
Edgar Degas. Mas antes, salientaremos sobre a importância da Arte na
educação infantil.
 
  A arte, além de ser uma forma de comunicação, é um meio das pessoas
expressarem seus sentimentos. Com isso, a arte é fundamental na educação
infantil, pois disponibilizamos diferentes modos das crianças demonstrarem
suas emoções, vontades e também o que estão sentindo em relação a
determinado momento. É na educação infantil que deve-se usar a arte como a
forma mais efetiva de estimularmos a criatividade e a imaginação das
crianças. 
 Pensando em tudo isso, aproveite o post e use a bailarina feita de jornal
para estimular a imaginação das crianças. 

  O artista parisiense Edgar Hilaire Germain Degas (19/07/1834 27/09/1917)
foi um pintor, gravurista, escultor e fotógrafo conhecido
mundialmente por conseguir captar e expressar a beleza dos
cenários do ballet. Degas foi um dos fundadores do impressionismo no século
XIX, porém, os historiadores da arte até hoje questionam a singularidade
que retrata em suas obras. 
  Com o intuito de expressar a realidade das bailarinas, o artista esculpiu
em cera utilizando alguns detalhes em bronze e tecido, a obra “A Bailarina
de Quatorze Anos” finalizada e lançada na Sexta Exibição Impressionista de
Paris em 1922. Historiadores relatam que a sociedade ficou chocada com
aquela obra revolucionária, pois é esculpida marcando os traços da tristeza
e desavenças que há entre as classes sociais. 
 Degas foi o primeiro artista
encorajado a mudar a visão conservadora e eclética do
mundo.

A bailarina esculpida era Marie Van Goethem, uma pobre estudante de dança,
foi alvo do artista em muitas pinturas. Aos 16 anos, deixou a academia e
teve que se prostituir para conseguir sobreviver à margem da sociedade em
que vivia. Segundo autores, essa era a realidade de muitas bailarinas no
século XIX.




   Após a contextualização do artista e de sua obra, vamos descrever o
passo-a-passo da construção da bailarina de jornal, uma excelente
atividade para fazer com os pequenos.
Além de estarmos trabalhando com arte, também desenvolvemos a
criatividade, a fruição, a produção, coordenação motora, entre outros,
bem como estamos utilizando materiais recicláveis. 


Bailarina de Papel

Materiais:
3 folhas de jornal
1 rolo de papel crepom
1 tesoura
1 fita durex
30 cm de fita bebê







1. Distribuir duas folhas de jornal para cada criança. 
2. Com cada folha de jornal deve-se fazer um rolinho, começando por uma
das pontas, prender com fita no final do rolinho para não abrir. 














3. Cruzar os dois rolos, formando um X. Eles devem ser presos com fita adesiva. Serão os braços e as pernas da bailarina. 

















4. Distribuir uma terceira folha de jornal para cada criança. Elas devem dividir a folha ao meio. Com uma metade deve-se fazer uma bolinha (amaçá-la), e com a outra, deve-se embrulhar a bolinha, formando a cabeça e o corpo da bailarina. Prender com fita adesiva, na altura do pescoço. Prender exatamente no centro do X, onde os dois rolos se cruzam. 










5. Com uma tira de papel crepom colorido (ou outro se quiser), deve-se fazer a saia da bailarina, enrolando envolta do corpo. Para ressaltar a cintura dela, deve-se amarrar a fita bebê (fitilho).  







6. Por fim, colocar os detalhes que desejar: sapatilhas, desenhar o
rosto, colar cabelos, tiara, prender com fita adesiva os braços e as
pernas na posição de dança da bailarina, entre outros.

Agora só depende de você, usar sua imaginação e criatividade para
enfeitar sua bailarina e sair bailando por aí!

 





Oficina ministrada pela professora Lilian para as acadêmicas da sétima fase





Jessica G. S., Luana T., Stefanie C. e Thayse S.





 A seguir listamos os sites consultados durante a pesquisa:


 http://pt.wikipedia.org/wiki/Edgar_Degas*http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/edgar-degas/edgar-degas-1.php*  http://artes2bcean.blogspot.com.br/2009/07/bailarina-de-14-anos-edgar-degas.html
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/877764-bailarina-de-degas-retorna-ao-masp-em-mostra-de-esculturas.shtml http://pequenabailarinade14anos.blogspot.com.br/2010/08/edgar-degas.html
http://www.ceped.ueg.br/anais/ivedipe/pdfs/artes/poster/474-1242-1-RV.pdf

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Post anterior feito por:
Acadêmicas: Ana Carolina Butzke, Camila Tomio, Daiana Lana, Luciana Hering Braga
Desculpem o transtorno.

O direito das Crianças!






Conhecendo um pouco sobre as história
dos direitos das crianças

            Os direitos das crianças surge logo após a Declaração dos direitos do homem e do cidadão. Já no inicio do século XX a idéia de cidadania estava bem difundida e o mundo passava por mudanças nas esferas, social, política e econômica o que contribuiu para a qualidade de vida das pessoas. Faltavam, no entanto, documentos que registrassem direitos específicos da criança, garantindo condições básicas para crescer e desenvolver de forma saudável.
            Em 1924, foi redigida a primeira “Declaração dos direitos da criança”, pela Liga das Nações. Após a segunda guerra mundial e a morte de muitas crianças foi criada a ONU em 1946 (em substituição a Liga das Nações) e também a UNICEF que ficou encarregado inicialmente de dar assistência as crianças vitimas de guerra na Europa, Oriente Médio e China e mais tarde passou atuar no resto do mundo.
            Em 1948, a ONU aprovou a “Declaração universal dos direitos humanos esse documento afirma que “todos os seres humanos nascem livres e iguais, em dignidade e direitos” e valoriza o papel da família na sociedade ao pedir que se dediquem aos cuidados especiais à maternidade e à infância. A Declaração dos direitos das crianças vigente até hoje foi instituída pela ONU em 1959.


1.                  Todas as crianças são iguais e têm os mesmos direitos, não importa sua cor, raça, sexo, religião, origem social ou nacionalidade.
2.                  Todas as crianças devem ser protegidas pela família, pela sociedade e pelo Estado, para que possam se desenvolver fisicamente e intelectualmente.
3.                  Todas as crianças têm direito a uma nacionalidade.
4.                  Todas as crianças têm direito a alimentação e ao atendimento médico, antes e depois do seu nascimento. Esse direito também se aplica à sua mãe.
5.                  As crianças portadoras de dificuldades especiais, físicas ou mentais, têm o direito a educação e cuidados especiais.
6.                  Todas as crianças têm direito ao amor e à compreensão dos pais e da sociedade.
7.                  Todas as crianças têm direito à educação gratuita e ao lazer.
8.                  Todas as crianças têm direito de ser socorridas em primeiro lugar em caso de acidentes ou catástrofes.
9.                  Todas as crianças devem ser protegidas contra o abandono e a exploração no trabalho.
10.              Todas as crianças têm o direito de crescer em ambiente de solidariedade, compreensão, amizade e justiça entre os povos.
11.              Todas as crianças têm o direito de viver saudavelmente.
12.              Todas as crianças têm direito de ter um nome.
13.              Todas as crianças têm direitos ao estudo e lazer.
14.              Todas as crianças devem ser protegidas da violência doméstica.

Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha


Toda criança o mundo
Deve ser bem protegida
Contra os rigores do tempo
Contra os rigores da vida.


Criança tem que ter nome
Criança tem que ter lar
Ter saúde e não ter fome
Ter segurança e estudar.

Não é questão de querer
Nem questão de concordar
Os diretos das crianças
Todos tem de respeitar.

Tem direito à atenção
Direito de não ter medos
Direito a livros e a pão
Direito de ter brinquedos.

Mas criança também tem 
O direito de sorrir.
Correr na beira do mar,
Ter lápis de colorir...

Ver uma estrela cadente, 
Filme que tenha robô,
Ganhar um lindo presente,
Ouvir histórias do avô.

Descer do escorregador,
Fazer bolha de sabão,
Sorvete, se faz calor,
Brincar de adivinhação,
Morango com chantilly,
Ver mágico de cartola,
O canto do bem-te-vi,
Bola, bola,bola, bola!

Lamber fundo da panela
Ser tratada com afeição
Ser alegre e tagarela
Poder também dizer não!

Carrinho, jogos, bonecas,
Montar um jogo de armar,
Amarelinha, petecas,
E uma corda de pular.

Um passeio de canoa,
Pão lambuzado de mel,
Ficar um pouquinho à toa...
Contar estrelas no céu...

Ficar lendo revistinha,
Um amigo inteligente,
Pipa na ponta da linha,
Um bom dum cahorro-quente.

Festejar o aniversário,
Com bala, bolo e balão!
Brincar com muitos amigos,
Dar pulos no colchão.

Livros com muita figura,
Fazer viagem de trem,
Um pouquinho de aventura...
Alguém para querer bem...

Festinha de São João,
Com fogueira e com bombinha,
Pé-de-moleque e rojão,
Com quadrilha e bandeirinha.

Andar debaixo da chuva,
Ouvir música e dançar.
Ver carreiro de saúva,
Sentir o cheiro do mar.

Pisar descalça no barro,
Comer frutas no pomar,
Ver casa de joão-de-barro,
Noite de muito luar.

Ter tempo pra fazer nada,
Ter quem penteie os cabelos,
Ficar um tempo calada...
Falar pelos cotovelos.

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito de ser feliz! 

E quando a noite chegar,
Um bom banho, bem quentinho,
Sensação de bem-estar...
De preferência um colinho.

Uma caminha macia,
Uma canção de ninar,
Uma história bem bonita,
Então, dormir e sonhar...

Embora eu não seja rei,
Decreto, neste país,
Que toda, toda criança
Tem direito a ser feliz!

            Ruth Rocha (1931) é escritora brasileira, especializada em livros infantis.
            Ruth Rocha (1931) nasceu em São Paulo, no dia 2 de março de 1931. Tem formação em sociologia e atuou na área de educação. Escreveu para a Revista Cláudia, voltada para o público feminino. Escreveu também para a revista Educação.
            Em 1990, lançou na sede das Organizações das Nações Unidas o livro "Declaração Universal dos Direitos Humanos Para Crianças". (Texto Acima)


         
  Fonte:


Rocha, Ruth. 1º Edição – Companhia das Letrinhas – Os Direitos das Crianças Segundo Ruth Rocha




terça-feira, 16 de abril de 2013

AMBIENTES E ESPAÇOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Universidade Regional de Blumenau – FURB
Acadêmicas: Alinne Elisa Schimoller
Andressa Aparecida da Silva Porath
Mariléia Purcino
Priscilla Maitê Pereira
Disciplina: Linguagem e Ludicidade na Infância
Professora: Lillian Cristina de Souza
Blumenau, 16 de abril de 2013.

AMBIENTES E ESPAÇOS NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Na educação infantil a organização dos espaços destinados as crianças é essencial para o desenvolvimento integral, proporcionando um ambiente adequado para desenvolver  suas potencialidades  e novas habilidades, entre elas: as cognitivas, motora e/ou afetivas. Ao disponibilizar um ambiente em que cada detalhe foi pensado e planejado para crianças, possibilitam que elas vivenciem emoções das quais farão expressar suas maneiras de viver e de pensar.
Muitos estudiosos abordam propostas de ambientes e espaços com o intuito de colaborarem e estimular o desenvolvimento de crianças, Conforme Zabalza (1998): “Na educação Infantil, a forma de organização do espaço e a dinâmica que for gerada da relação entre os seus diversos componentes irão definir o cenário das aprendizagens.” 
 Porém estas propostas só terão valor e sentido quando o professor de educação infantil refletir e tiver consciência da importância de organizar espaços ricos de informações para a vida das crianças, percebendo assim a importância das trocas de vivencias que ocorrem nos espaços destinados a elas, tornando-se essenciais no desenvolvimento delas. Segundo Lima (2001, p.16): “o espaço é muito importante para a criança pequena, pois muitas, das aprendizagens que ela realizará em seus primeiros anos de vida estão ligadas aos espaços disponíveis e/ou acessíveis a ela”.  Desde o momento que a criança nasce ela necessita de ambientes  que favoreçam liberdade para desenvolverem seus movimentos, necessitam de espaços seguros e que possibilitem a socialização com o mundo e com as pessoas que a rodeiam.  Ou seja, ambientes que satisfazem as necessidades das crianças, os objetos e os brinquedos devem estar acessíveis a ela.


           A estruturação por áreas que são titulados por cantos didáticos, laboratórios, atelier, oficinas, cantinhos da leitura entre outros. São na verdade ambiente de experiências e de aprendizagem que podem e devem ser utilizados por crianças da mesma idade ou de idades diferentes.  A forma que as atividades que serão oferecidas é que depende vão da proposta de cada educador e a sua consciência em favorecer o desenvolvimento da autonomia das crianças.
O professor deve estar ciente, que o espaço tem que estar voltado para o bem estar da criança, facilitando as interações para que proporcione momentos de socializações e de construções de aprendizagem, desenvolvendo momentos agradáveis as crianças. De acordo com Vygotsky: “o ser humano cresce num ambiente social e a interação com outras pessoas é essencial ao seu desenvolvimento”. (apud DAVIS e OLIVEIRA, 1993, p. 56). O espaço e o ambiente devem ser estimulantes para a criança, pois ela precisa se sentir segura e ao mesmo tempo desafiada, ou seja, sinta o prazer de pertencer a aquele ambiente e se identifique com ele. De acordo Horn (2004, p. 16),
“os espaços destinados a crianças pequenas deverão ser desafiadores e acolhedores, pois conseqüentemente, proporcionarão interações entre elas e delas com os adultos. Isso resultará da disposição dos móveis e materiais, das cores, dos odores, dos desafios que, sendo assim, esse meio proporcionará às crianças.”
Dessa maneira os ambientes serão  propícios ao desenvolvimento infantil e ao   professor que poderá  perceber a maneira da criança lidar com a sua realidade, seus anseios, suas fantasias.  Possibilitando a criança a construção da sua autonomia e o seu próprio conhecimento.
Referências:                                                                         
DAVIS, Claudia. OLIVEIRA, Zilma. Psicologia na educação. São Paulo: Cortez, 1993
HORN, M. G. S. Sabores, cores, sons, aromas: a organização dos espaços na educação infantil. Porto Alegre, RS: Artmed, 2004.
LIMA, Elvira de Souza. Como a criança pequena se desenvolve. São Paulo: Sobradinho, 2001. GALVÃO, I.
ZABALZA, Miguel A. Qualidade em educação infantil. Porto Alegre: Artmed,1998.
                         
        

terça-feira, 9 de abril de 2013


Universidade Regional de Blumenau – FURB
Acadêmicas: Greici Hornburg, Bruna T. Bertoldi, Jordana Krueger e Paola Cadore
Disicplina: Linguagem e Ludicidade na Infância
Professora: Lilian Cristina de Souza
Blumenau, 09 de abril de 2013.

O brincar relacionado com a psicomotricidade

O brincar é um ato social que permite uma comunicação através de gestos, mesmo que não haja comunicação verbal. É no brincar que a criança tem a oportunidade de expressar o que está sentindo ou necessitando; é através das brincadeiras, do faz de conta, que a criança constrói o seu mundo imaginário situado em experiências vividas. A criança utiliza-se do brincar para construir sua aprendizagem, porque é na brincadeira que ela explora situações usando a imaginação e libera seu eu criativo, realizando seus desejos mais íntimos. (Goretti, p. s/d)
Ao observamos este conceito, notamos que o brincar entrelaça o prazer com o aprender e, que ao interagir com o outro cria-se motivações e experiências que se tornaram formas de entendimento do circulo social, ao visar possíveis regras e determinações do espaço de interação.
Ao trazer os conceitos de psicomotricidade e do brincar notamos suas relações podem ser recíprocas, visto que ao brincar a criança ao mesmo tempo tem o prazer, aprende, e ainda socializa-se com diferentes sujeitos e objetos, dessa forma podemos fazer valer a seguinte reflexão: “a psicomotricidade consiste na unidade dinâmica das atividades, dos gestos, das atitudes e posturas, enquanto sistema expressivo, realizador e representativo do “ser-em-ação” e da “coexistência” com outrem” (Chazaud apud Alves, 2003, p. 15).
É brincando que a criança aprende a trabalhar suas frustrações na medida em que perde ou ganha. Esse fator torna-se inerente ao crescimento e fortalece emocionalmente o indivíduo e as relações com o outro. Neste caso ganham importância vital, pois a criança necessita compartilhar momentos coletivos para satisfazer a vontade de jogar e aprender a conviver no grupo (Kishimoto, 1996 apud Goretti, p. s/d).
Ainda no trato deste conceito, observarmos que o brincar envolve diferentes linguagens corporais das crianças, favorecendo também para o desenvolvimento destas linguagens, que podem ser representativas, simbólicas. Pode-se notar este contexto na fala sobre o brincar, onde o autor diz “Por fim podemos ver que: O brincar promove a comunicação, a verbalização, a criação e o desenvolvimento da função simbólica: a capacidade de representar formas conscientes (casa, objetos e situações) e a capacidade de expressão da fantasmática.” A representação simbólica é vivenciada de forma verbal e não verbal, através de associações com as experiências vividas. Ex: Um menino e uma almofada. A almofada representa o carro e ele o motorista e a ação total a identificação do pai dirigindo o automóvel. Com a boca ele produz o barulho do motor e o seu corpo se ativa psicomotoramente. (Aucouturier, 2005)
Por fim analisamos que, o brincar como componente do desenvolvimento social e afetivo, podemos também observar sua importância no desenvolvimento motor, já que dentro da psicomotricidade o movimento faz parte de todo o agir dos sujeitos, e o comportamento motor é expressamente relevante para o desenvolvimento destes.

Para saber mais
·                ALVES, Fátima. Psicomotricidade: corpo, ação e emoção. Rio de Janeiro: Wak, 2003.
·                AUCOUTURIER, Bernard. De o prazer de brincar ao prazer de aprender. Transcrição da conferência de Bernard Aucouturier (Escola Francesa de Psicomotricidade), realizada na I Jornada da Sociedade Brasileira de Psicomotricidade no Estado de São Paulo, em 22 de outubro de 2005, na UNIFMU. Encontrado em meio digital no site: http://www.psicomotricidade.com.br/sp/texto_do_prazer_de_brincar.htm, acesso em: 09/06/2010
·                GORETTI, Amanda Cabral. A psicomotricidade. http://www.cepagia.com.br/.../a_psicomotricidade_amanda_cabral.doc, acesso em: 07/06/2010.
·                LUSSAC, Ricardo Martins. Porto Psicomotricidade: história, desenvolvimento, conceitos, definições e intervenção profissional. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, Nº 126. http://www.efdeportes.com/efd126/psicomotricidade-historia-e-intervencao-profissional.htm